25.5.06
23.5.06
O Código Da Vinci, O Filme.
Bem, o dia da estréia do Brasil na Copa do Mundo ainda não chegou, mas o dia 19 de Maio, data da estréia mundial do filme O Código Da Vinci, sim. Lá fui eu de mala e cuia, digo, de pipoca e refrigerante garantir o meu ingresso na sessão das 18 horas, para ver se Ron Howard seria capaz de traduzir em cenas cinematográficas aquela balburdia desenfreada que Dan Brown causara em milhares de imaginações e mentes mundo afora. Li o livro antes, o que me fez repousar na poltrona com a pipoca, o refrigerante, a ansiedade e um monte de preconceitos. Não sei se deveria ter lido o livro antes... Bem, já o fizera uma vez. Ao assistir ao primoroso O Nome da Rosa, não esperava mesmo as 562 páginas de Umberto Eco dispostas em pouco mais de duas horas de filme. Lembrei-me disso e aliviei a barra do diretor de O Código Da Vinci. O filme tenta passar aquela vontade do próximo capítulo o tempo inteiro, mas para quem leu o livro, as passagens do filme parecem mesmo um monte de informações derramadas de um balde sobre suas cabeças. Ao menos é a impressão que tenho colhido de cabecinhas que assistiram ao filme após terem lido o livro. Ah! Que fique claro: Não sou crítico de cinema, portanto, não discorrerei minha opinião a respeito de fotografia (belíssima), figurinos (totalmente de acordo) e, muito menos das interpretações de gente do quilate de Tom Hanks (Robert Langdon); Jean Reno (Bezu Fache); Audrey Tautou (Sophie Neveu); Ian McKellen (Sir Leigh Teabing); Alfred Molina (Bispo Manuel Aringarosa); Paul Bettany (Silas), (todos sensacionais). Estou aqui para dizer que apesar de ter encarado as mais de 470 páginas do livro; de um livro que tem o suspense como uma de suas maiores e melhores vertentes, o filme é ótimo e merece ser visto e, por que não, revisto. Parece que alguns críticos não foram muito condescendentes com os profissionais do filme, mas... Não foram eles que pagaram o meu ingresso e, neste caso, o gosto não foi colocado para discussão, pois o gosto foi meu e, eu a d o r e i o filme. Vá ver.
18.5.06
Esse Flamengo...
Em relação às virtudes e defeitos de todo ser humano: Nós amamos apesar desses “defeitos”, ou amamos com esses “defeitos”?
16.5.06
Os 23 homens de nossas vidas. Pelo menos até que a Copa acabe.
Dida, Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Adriano e Ronaldo. Ainda, Júlio César, Cicinho, Luizão, Cris e Gilberto; Gilberto Silva, Juninho Pernambucano e Ricardinho; Robinho e Fred, mais o Rogério Ceni e o Edmilson. Estes são os vinte e três homens que não nos deixarão dormir tranquilos em Junho próximo, além é claro, de nos fazerem sonhar. Esta é a Seleção Brasileira que irá à Alemanha resgatar a nossa Taça, emprestada para ser posta novamente em disputa. Esta é a Seleção que possivelmente nos tornará Hexacampeões mundiais.
Ricardinho, Rogério Ceni e Cris, na ótica desse que vos escreve, os únicos pormenores de uma convocação previsível e tranqüila. Tranqüila porque o otimisto é tão grande com a seleção titular, que os reservas não importam muito em meio a tanta euforia. Já imaginaram se dá uma dor de barriga geral e a seleção é obrigada a enfrentar uma Inglaterra com: Rogério Ceni, Cafu, Lúcio, Cris e Gilberto; Edmilson, Emerson, Gilberto Silva e Ricardinho, Robinho e Fred? Sei não...acho que o Hexa sobe no telhado. Todavia, a nau que carregará nossas esperanças rasga o oceano de vento em poupa. Acredito que dificilmente, sob o comando de um técnico exigente como o Parreira, qualquer fator extra raça, técnica e dedicação, será capaz de derrubar os meninos os vinte e três homens do hexa. Na opinião humilde deste blogueiro que um dia já bateu sua bolinha, Adriano - melhor jogador e artilheiro da Copa América de 2004 e, melhor jogador e artilheiro da Copa das Confederações de 2005, deverá ser o artilheiro e melhor jogador desta Copa também. Ele não é de brincadeiras e, apesar de não contar muito com uma técnica mais apurada, faz gols como coelho faz filhotes. Ronaldinho Gaúcho, de quem muito se espera, deverá estar vigiado pelos pit bulls adversários e, dar-se-á por feliz se voltar com as patelas no lugar. Ronaldo fenômeno...bem, não é toda hora que fenômenos acontecem.
É isso aí, eu já comprei minha trombeta; minha camisa, short, cueca e chapéu verde-amarelos e estou pronto para torcer pelo maior número de feriados possíveis, digo maior número de vitórias que os brasileiros puderem conseguir e, que estas vitórias sejam suficientes para nos trazer o Hexacampeonato.Para você que não está aqui.
Para você que não está aqui, deixo já uma advertência: Este Blog está rigorosamente em dia. Como não!? Escrevo no encontro do "quando quero" com o "quando posso". Há também a interseção destes dois momentos, mas aos mesmos pode juntar-se a intrusa preguiça, aí... Agora estou aqui para adverti-lo. Não por estar tão envolvido com o "quando quero" e nem com o "quando posso" - estou trabalhando, tentando com o meu suor enriquecer mais um pouco a família de meu patrão - mas, estou com uma preguiça de não escrever...por isso estou aqui. Boa tarde para você, que não está aqui.5.5.06
Trabalhinho para a faculdade.
Faculdade de Letras Estácio de Sá, 2005. A professora me pede para tentar escrever uma carta como se eu fosse o próprio Neruda, em alusão a qualquer passagem do filme O Carteiro e o Poeta - lindo filme. A primeira viagem foi dela. Onde já se viu pedir uma coisa dessas? A segunda viagem foi minha, pois a mulher insistiu e eu, bem, eu não podia levar um zero - apesar de estar fadado a isto.
Abaixo meu trabalhinho. Na falta do que escrever...
Santiago, 28/09/2005
Amigo Mario, Escrevo esta carta de muito longe, porém com o sentimento tocando-me feito lava incandescente. Sentimento este que me carrega ainda saudade quase ao calor de teu abraço amigo, apesar dos mares que por tanto tempo nos separaram. Queima-me a tristeza, arde em minha pele e na pele de minha alma a alegria de tê-lo como amigo, de tê-lo encontrado no lugar que escolhi para refugiar-me daqueles com os quais troquei e ainda troco tantas incompreensões. A tristeza que me queima o faz na forma das labaredas da saudade. Saudade doída. Saudades da ilha que encontrei ilha, saudades do amigo e companheiro que encontrei carteiro. O que vez ou outra afoga minhas retinas é o fato de ter agora uma saudade que já foi diferente. A saudade que se fez concreta no momento da partida, assim que a solidão me abraçou companheira fez-se abstrata, pois guardo em meu coração a ilha que hoje já não me é mais ilha, do amigo e companheiro que hoje já não me é carteiro. Redescobri na beleza sutil de sua poesia a própria poesia de suas coisas, das coisas de sua ilha. As ondas de Cali Sotto, pequenas ou grandes; os ventos que sopravam nos rochedos e nos arbustos; o som dos sinos a tilintar chamando-nos à fé; as águas claras do mar que ainda ontem molhavam-me os pés, enfim, a ilha que me acolheu com tamanha graça já não me soam como lembranças, mas como sentimentos e tocam poesia em meu coração. Assim como em poesia transformou-se sua ilha, meu amigo e companheiro, antes um devotado carteiro hoje também abstrato se faz. Mário, a saudade que o retirou do mirar de meus olhares e o guardou em minhas veias, apresentou-me a você novamente, porém, hoje o que enxergo é o que exalas em minha quase agonizante ausência. Lembro de tê-lo encontrado absorto, envolvido no despertar de sua veia poética, sem saber ao certo como retira-la de dentro de si a transformando numa aliança de matrimônio a fim de entregá-la ao amor que em ti também despertava ainda criança. Recordo-me de suas dificuldades em entregar o amor que lhe brotava ribeirinho ao amor que lhe afogava oceano. Como pude demorar a perceber que você, amigo e companheiro, era a poesia em si que transbordava diante de meus olhos sem que eu permitisse o toque desta poesia ainda bruta nos sentimentos de minha alma? Amigo, tu és um belo poeta! Poeta e poesia rodopiando como um alegre e serelepe redemoinho numa só pessoa, numa só alma, numa só ilha. A saudade dói, mas já não é soberana. A ansiedade agora me queima qual a chama azul e flamejante de uma enorme labareda. Estou retornando a ilha que ouso chamar nossa. Em breve poderei recuperar meus tempos perdidos. Tempos em que, descalços, meus pés tocaram o solo de nossa ilha sem que minha sensibilidade carregasse o toque ao meu duro coração. Tempos em que meu amigo e companheiro carteiro me ensinou sua poesia, porém comportei-me como mau aluno, disperso e insensível. Há de haver tempo também para que eu possa conhecer o fruto de sua poesia e de seu amor com Beatrice, Pablito. Que a alegria e a gratidão possam partir na minha frente e, dizer o quanto sou grato por sua homenagem. Amigo Mário, guarde-se poeta, preserve sua ilha poesia, pois o admirador de ambos está voltando.
Pablo Neruda.
